2008

Vapor :: Musicanoar
12 de novembro, quarta, 20h

Vapor leva os intérpretes a recombinarem o pensamento coreográfico que pressupõe que o indivíduo pode organizar informações em um grande número de formas complexas e flexíveis, sem se afastar do pensamento que promoveu todas estas diferentes conexões. Vapor cria estados na cena que muitas vezes nos remetem leituras destes corpos como argilas, estruturas porosas remodeladas a cada instante.

O Musicanoar (1993) busca o crescimento e a consolidação de um trabalho artístico que incorpora uma pesquisa na linguagem contemporânea da dança e se preocupa em dialogar com o pensamento científico. O grupo defende que um processo de criação está diretamente comprometido com a produção de conhecimento. Neste percurso Helena Bastos e Raul Rachou verticalizam uma parceria em busca de novos padrões de movimentos no corpo.

Projeto DR :: DR
13 de novembro, quinta, 18h

O Projeto DR discute as relações entre processo e produto artístico, autoria, relações de poder, manipulação e versão. Estes são assuntos comuns tratados em cenas distintas: episódios. Cada episódio está organizado por regras que possibilitam sua construção em tempo real. Entre as integrantes do projeto não há hierarquia, mas funções diferenciadas assumidas em cada posição. Deste modo articulam-se diferentes especificidades, idéias e interesses com igual poder de decisão.

Projeto DR – co-idealizado por Laura Bruno, Mara Guerrero, Tarina Quelho e Sheila Arêas. Desenvolve pesquisas como tentativa de projeto continuado, com interesse no processo, produção e difusão de dança.


Maravillosa :: Federica Folco e Josie Caceres
13 de novembro, quinta, 20h

Federica e Josie partiram de uma constatação para criar este trabalho: devemos nos vender, pertencemos a uma sociedade de consumo e existimos através dela. As artistas propõem a seguinte questão: O que de nós vendemos através da nossa obra e como o fazemos? A dupla parte da idéia de que “se vender” transcende a dança e atinge a todos.

Josie Caceres é co-fundadora, co-diretora e professora da Frente de Danza Independiente, uma das principais referências de dança contemporânea no Equador. Produziu diversos eventos e organiza o encontro interdisciplinar Las Estéticas Del Cuerpo. Federica Folco criou trabalhos em colaboração com artistas do Uruguai e de outros países. Co-dirige La Compañia, espaço que é referência para a dança do Uruguai. Coordenou diversas oficinas de criação. È membro da RSDanza e da ADDU.

Eletro-químicos baby :: Thelma Bonavita e Cristian Duarte
14 de novembro, sexta, 20h

Performance de dança contemporânea que transita por metáforas do nosso ambiente discutindo percepção e subjetividade. Consumismo, moda, sexualização, natureza e cultura em discussão sintética, seca e sutil. Originalmente intitulado “Show: sobre o que a gente vê (volume1)”, este dueto continua a ser apresentado de diferentes modos, em diferentes espaços, com diferentes títulos e e colaborações provisórias.

Cristian Duarte e Thelma Bonavita trabalham juntos há mais de dez anos. Respondem pela associação DESABA, que tem por característica o desenvolvimento de ações culturais com o objetivo de estimular o pensamento crítico, assim como produzir condições para esse exercício.

Teorema Demonstrativo
15 de novembro, sábado, 16h

Propositora: Fabiana Dultra Britto
Artistas: Coletivo KD, Elisabete Finger, Andréia Nuhr e Janice Vieira, Eduardo Fukushima


cUADRADO_fLECHA_pERSONA qUE cORRE :: Cristina Blanco
15 de novembro, sábado, 20h

Uma parede qualquer com os códigos, padrões e sinais de costume indicando “a saída”, “a escada”, “o alarme”… Desenhos de setas, linhas e círculos, imagens contidas em retângulos. Quem as desenhou? Quem decide sobre sua validade a compreensibilidade universal?
Cuadrado_flecha_persona que corre questiona as regras, as coisas que aprendemos, interpreta o interpretado e o transforma.

Cristina Blanco graduou-se em 2002 em teatro do movimento na RESAD (Real Escuela Superior de Arte Dramática) em Madri. Estudou também canto, flamenco, dança e atuação para cinema. Participou de oficinas de Juan Dominguez, Jérôme Bel, Gary Stevens, Elena Cordoba, e Barbie Asante. Seu solo cUADRARO_fLECHA_pERSONA qUE cORRE foi apresentado em diversos festivais na Europa e recebeu o prêmio Jardin D’Europe Impulstanz 2008”.


O homem continua ou Como pode um homem pensar que é dono de um boi :: Keyzetta e Cia
15 de novembro, sábado, 21h

Esta pergunta feita pelo poeta Ferreira Gullar em uma de suas crônicas serve de inspiração e impulso para pesquisa e criação deste espetáculo da Keyzetta e cia. A partir das reverberações e reflexões impulsionadas pelas questões contidas no título, os artistas trafegam por um percurso, construindo um diálogo com o espaço e com o próprio ato de manifestar algo.

Key Sawao e Ricardo Iazetta desenvolvem um trabalho artístico em parceria desde 1996. Keyzetta e Cia. agrega e convida outros artistas criadores e colaboradores artísticos para seus projetos focados na pesquisa de linguagens e suas inter-relações. Num compartilhar de trajetórias, Hideki Matsuka, Domingos Quintiliano, Daniel Fagundes e Eliana de Santana são os integrantes do grupo.


Mãos sujas de tinta e algumas idéias de dança :: Coletivo O12
16 de novembro, domingo, 16h

Para esta ação o Coletivo O12 interage dança com arte de rua, relacionando dança e estêncil. Durante a performance um artista de estêncil retrata em um tapume a idéia principal da dança proposta pelos intérpretes. O grupo procura transformar sua dança em uma textura mais concreta, no sentido de um registro artístico extraído do ambiente das idéias para o ambiente dos objetos, onde os movimentos tornam-se estáticos, e os sentidos vão sendo construídos para cada espectador.

O Coletivo O12 é um conjunto de sujeitos e seus desejos que se articulam através da dança. Seus pensamentos artísticos se vinculam à compreensão dos processos coletivos, às formas colaborativas de produção de conhecimento, à inquietação crítica e a pesquisa artística em torno dos processos de conquista de autonomia em sistemas vivos.


Ready steady :: Daniel Almgren

16 de novembro, domingo, 17h

Ready Steady é uma performance sobre a potencialidade de algo vir a ser, de algo se tornar pronto.
“Nós pretendemos que a platéia não somente observe, mas participe no ato incorporado; o ator é deixado só, face a face com espectador, e a partir da fricção entre estes dois elementos, a criatividade do ator e a imaginação do espectador, uma límpida chama é acesa”. Vsevolod Meyerhold in “Meyhold on Theatre”.

Daniel Almgren Recén nasceu em 1979 na Suécia. Com formação em esportes, Daniel passou a estudar teoria e prática em teatro clássico e trabalhou por alguns anos como ator com enfoque na fisicalidade. Estudou na SNDO (School For New Dance Development) em Amsterdã. Desde então apresentou seus trabalhos como coreógrafo, dançarino e performer na Alemanha, Holanda e Suécia.


Lehmen lernt :: Thomas Lehmen
16 de novembro, domingo, 18h

Baseado na idéia de que a cada pequena ação nós criamos um pedaço do mundo, Lehmen investiga situações e habilidades que as pessoas aprendem. Os elementos são de significado pessoal ou geral. Eles podem parecer necessários, desnecessários, errados ou certos. O que eles têm em comum é que as pessoas os aprendem, os usam e os passam adiante.

Thomas Lehmen estudou na SNDO (School For New Dance Development) em Amsterdã. Vive em Berlim desde 1990, onde realizou diversos projetos. Leciona nas Universidades de Amsterdã, Hamburgo e Berlim. A comunicação, a cibernética, o indivíduo e sua relação com o ambiente, estão entre seus principais centros de interesse. Desenvolveu várias peças próprias, como Clever (2001), Schreibstück (2002), Dialogues (2002), Stationen (2003), Funktionen (2004) e Laughing-Crying (2005), apresentados em diversos festivais internacionais.
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